ZEN Surf. de Trem !!! Em ondas de viagens e informação ...

Zen surf de trem é um blog/coluna, que aborda de maneira jovial e sem compromisso, a realidade de um lugar diferente, os pensamentos de um sonhador e as informações de uma banda que luta em busca divulgar o seu som e sua ideologia . Um blog onde o debate é a palavra de ordem, do social a ufologia, sempre respeitando a opinião do próximo. Publicado em diversos jornais e sites do Mato Grosso do Sul.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ponta Porã, a Princesinha dos Ervais.


      Nossa querida Ponta Porã está de aniversário, e não é qualquer aniversário, são cem anos de uma rica história, onde duas nações compartilham de peculiaridades e costumes únicos no coração da América do Sul.
      Conhecida como a mais paraguaia de todas as cidades brasileiras, Ponta Porã carrega entre algumas peculiaridades, a música, a gastronomia, os idiomas entrelaçados (espanhol, guarani e português) e uma linha imaginária dividindo os países, ao qual se tem a impressão de uma única cidade.
      Ponta Porã é terra de muitos povos, chineses, japoneses, taiwandeses, libaneses, turcos e o mais interessante, um fruto híbrido desta região, os brasiguaios, provando que os vestígios de uma antiga guerra entre os países se findou, e hoje o que se tem por aqui é a paz entre os povos.
      Sou filho desta terra, e me orgulho disso. Me decepciona ouvir as pessoas criticando nossa cidade, e muitas vezes querendo a todo custo ir morar longe daqui. Aliás, diz uma velha lenda guarani, que quem nasce na terrinha, morre nela, ainda que passe boa parte da vida em outro local, por final sempre acaba voltando.
      Nosso povo é acolhedor e hospitaleiro, contador dos melhores causos em uma roda de tereré. Mas dizem que a fronteira é violenta, e o tráfico de drogas fomenta desgraças! E eu respondo, e em qual local do planeta terra isto não acontece? Não que devemos nos acostumar com impunidades, mas destes 100 anos, participei de ¼ de vida da nossa cidade, e posso com certeza afirmar que aqui não existe bala perdida, a bala é sempre “acertada”. Um homem de bem dificilmente irá ter algum problema correlacionado ao banditismo e tráfico de drogas.  
      Falemos então de coisas boas, estamos localizados ao centro de duas grandes cidades, onde temos fácil acesso, Campo Grande e Assunção. Temos em nossa fronteira o charme de um clima andino, ainda muito pouco explorado pelo turismo. Quem não se impressiona com a nevoa branca que desce de uma hora pra outra aqui? Por falar em potencial turístico, somos sim um centro turístico de compras, porém precisamos ser mais regionalistas, pois, en la frontera solo hay un pueblo, somos uma só nação.
      Temos como diferencial, o fácil e rápido acesso as maiores tecnologias, no que se refere em eletro eletrônicos, e o melhor, a um custo infinitamente abaixo do mercado. Por falar em custo, o nosso custo de vida, é um dos mais em conta do estado.
      Se pudesse definir nossa cidade em uma só palavra, ela seria miscigenação. Dificilmente encontrará outra cidade como a nossa princesinha dos ervais, que teve seu desenvolvimento inicial, fomentado pela exploração dos campos de erva mate nativa, ganhando o apelido carinhoso nos anos iniciais de sua criação.
      Ponta Porã, que nestes próximos cem anos continue a passos firmes seguindo para o desenvolvimento social e cultural. Parabéns minha cidade!!!

João Caetano - Músico/Compositor,
Conselheiro municipal de cultura,
líder da banda Surfistas de Trem,
Economista e colaborador do JR.

Comente, critique, opine !!!
Não se cale, pois quem cala consente.
E-mail: surfdetrem@yahoo.com.br

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Discurso Che Guevara "La esperanza de un mundo mejor"

Você ainda acredita em um mundo melhor? Pense  bem, pois se você não acredita, quem fará isso ??? Che Guevara uma mente como a de poucos, pensava antes de mais nada no bem estar da coletividade, não o individualismo!!! Hasta siempre, viva la revolucion !!!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Surfistas de Trem apresentam o Show Moderna Música da Fronteira.

 
     No próximo dia 10 de julho, a banda fronteiriça Surfistas de Trem apresenta para toda a população da fronteira, o show Moderna Música da Fronteira.
       
     O show ocorrerá no Centro Internacional de Convenções, e encerrará a solenidade de Formatura de Violão Popular da FUNCESPP, que terá início ás 19 horas, contando com a presença de autoridades, familiares e os amantes da arte e cultura. 
 
      A show apresentado pelos Surfistas de Trem, é uma homenagem dos músicos a fronteira, e foi selecionado para ser apresentado no Festival América do Sul em Corumbá, em maio deste ano. A Moderna Música da Fronteira, retrata a nova cena musical da região, onde os músicos das vertentes alternativas tem focado para a produção autoral com uma forte influência nas peculiaridades da região de fronteira. 
 
      Esta nova fase da música da fronteira, tem sido destaque no estado, através das constantes participações, principalmente da banda, Surfistas de Trem em eventos e projetos da Fundação de Cultura do MS. 
 
      O show Moderna Música da Fronteira, é composto de músicas autorais da banda, além de canções que retratam o movimento desta nova fase da música moderna da fronteira, como Frontera, da banda Muchileiros e Como un ladrón, da banda pedrojuanina Tokomadera. 
 
      Os Surfistas de Trem convidam os fronteiriços, para apreciar este trabalho que nada mais é do que uma homenagem a nossa querida Princesinha dos Hervais.O show faz parte das comemorações oficiais do centenário de Ponta Porã.


João Caetano - Músico/Compositor,
Conselheiro municipal de cultura,
líder da banda Surfistas de Trem,
Economista e colaborador do JR.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Surfistas de Trem gravam o Estúdio 104 e Talentos da Nossa Terra em Campo Grande.


       
     No próximo dia 26/06, terça-feira, a banda da fronteiriça, Surfistas de Trem embarcam para Campo Grande para a participação de dois importantes projetos da Fundação de Cultura de MS (FCMS), o Estúdio 104 e Talentos da Nossa Terra. 
 
      Os projetos são uma parceria entre a FCMS e o estúdio da capital, Número 1 Studio e Produções Artísticas, e tem como finalidade a divulgação da música autoral do estado. Esta divulgação é realizada através da gravação de 09 canções autorais do artista selecionado, com áudio e vídeo profissionais, num formato de DVD ao vivo no estúdio. A gravação será exibida para todo o estado, pela TV Brasil Pantanal, no programa que leva o mesmo nome do projeto, Estúdio 104 e vai ao ar duas vezes por semana, nos domingos as 20 horas com reprise as terças, também as 20 horas, pelo canal 04. 
 
      A banda Surfistas de Trem, foi convidada pela FCMS, para fazer parte deste importante projeto, pois vem se destacando no cenário estadual, com participações em outros projetos da FCMS, como o Som da Concha, Kit de Difusão e Festival América do Sul. 

      A gravação fará parte do acervo da FCMS, em um projeto paralelo ao Estúdio 104, o Talentos da Nossa Terra, que tem o intuito de registrar e arquivar a cena autoral que tem sido destaque no estado. 
 
      Com estas participações a banda da fronteira, se consolida ainda mais como difusores de uma nova fase da música na fronteira, e evidência Ponta Porã, no ano de seu centenário, como um polo cultural importante e fortalecido, principalmente no segmento musical.
Os Surfistas de Trem apresentarão no Estúdio 104, o show Moderna Música da Fronteira, o mesmo show apresentado no FAS 2012, em Corumbá, em maio deste ano. Com o sucesso de público e critica, o show é composto de músicas do 1º CD da banda, Samba Reggae and Roll – De uma fronteira sem fronteiras, e terá a participação especial de Simona na gravação do Estúdio 104.

      A banda Surfistas de Trem, tem mostrado profissionalismo e dedicação, provando que é possível fazer uma música autoral de qualidade e com forte caráter regional. O 1º CD da banda, está previsto para ser lançado ainda final de julho, nas comemorações do centenário de Ponta Porã.


João Caetano - Músico/Compositor,
Conselheiro municipal de cultura,
Ativista do Greenpeace ,
líder da banda Surfistas de Trem,
Economista e colaborador do JR.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio + 20 , planejando o futuro, para mundo melhor.

 
Diariamente convivemos com questões importantíssimas, sobre a consciência ambiental e o desenvolvimento sustentável. A mídia noticia e alerta, as Ongs protestam e cobram, e o poder público até tenta se adequar a todas as questões relativas a estes temas, tão importantes para a vida de todos os seres. Mas o que ainda vemos, é uma sociedade que caminha a passos lentos para essas realidades tão importantes.

Em minha graduação em economia, aprendi que as necessidades humanas são ilimitadas, e nossos recursos contrariamente, são limitados. E o que fazer diante desta controvérsia?

É pensando nisto que a Organização das Nações Unidas, mais uma vez reuni o mundo, para tratar e alertar a população mundial. Vinte anos após a Eco 92, convenção realizada também no Rio de Janeiro, os lideres de todo mundo novamente se reúnem na cidade maravilhosa, para mais uma vez tentar salvar o mundo e o futuro das gerações humanas na terra.

Mas, como garantir a todas as pessoas do planeta, uma vida digna e com o acesso aos chamados bens básicos, como água, alimentos e energia, sem comprometer o bem estar das gerações futuras?

É tentando responder esta pergunta, que diplomatas e chefes de estado de 193 países estão reunidos na chamada, Rio + 20. Nesta conferência os países, tentarão negociar um acordo mútuo, que orientará a forma de como será o desenvolvimento mundial nas próximas décadas, pautados no desenvolvimento sustentável. 
 
A intenção da Rio + 20, é que tudo isto esteja em uma sintonia, afim de se criar uma Economia Verde Mundial. Uma forma de crescimento mundial, sem destruir o planeta. Os temas como produção de alimentos, desenvolvimento socioeconômico das cidades, produção de energias, abastecimento de água, desastres ambientais, oceano como fonte de transporte e captação de alimentos e a tão sonhada economia verde mundial, são os principais pontos as serem discutidos.

A ONU, tem por obrigação cobrar e fiscalizar se os países estão cumprindo todos os acordos firmados nesta convenção. É ai que bicho pega! Já se sabe que boa parte dos acordos firmados a 20 anos atrás na Eco 92, foram abandonados ou não cumpridos. Muitos países simplesmente ignoram os acordos quando é necessário, “botar a mão no bolso” para se adequar a tão sonhada economia verde. 
 
Na Rio + 20, não tem sido diferente. Principalmente os países europeus, que estão dificultando os acordos, pois temem que algumas medidas possam afetar e agravar ainda mais suas economias, que na atual conjuntura não estão nada saudáveis. Outra dificuldade grande para que toda esta questão do desenvolvimento sustentável, é a educação ambiental de cada cidadão. Não acontecerá mudança alguma, se nós continuarmos com os péssimos hábitos relacionados a esta questão, é hora de atentarmos que o futuro do nosso planeta depende muito de cada pessoa.

Portanto, antes de jogar aquele lixo no chão, de gastar água sem necessidade e tantos outros maus hábitos que temos, é preciso pensar que toda esta mobilização mundial depende também de cada um que vive no planeta, ou seja eu, você e todo mundo.

João Caetano - Músico/Compositor,
Conselheiro municipal de cultura,
Ativista do Greenpeace ,
líder da banda Surfistas de Trem,
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Aeroína - Surfistas de Trem - 9º Festival América do Sul - Corumbá/MS



A banda fronteiriça Surfistas de Trem, de Ponta Porã, em ação no Palco das Américas, no 9º Festival América do Sul em Corumbá/MS. Um evento que reuniu grandes nomes da música nacional como, Milton Nascimento e Lulu Santos, além de artistas de toda a América do Sul. Neste vídeo, os Surfistas, executam a canção de autoria própria, Aeroína, que retrata com inteligência e bom humor uma das peculiaridades da fronteira invisível entre o Brasil e o Paraguai. 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

1º Luau Cultural Sem Fronteiras, a arte e cultura fronteiriça para nossa sociedade.


     Salve Salve Povo dos Hervais! Que nossa querida fronteira infelizmente ainda figura com certa frequência nas páginas policiais da mídia isto é fato. Porém nossa sociedade não merece tal fato, pois afinal a grande maioria do povo fronteiriço é sim um povo hospitaleiro e de bons modos. Ainda que alguns insistam em viver de uma pseudo aparência elitista, como em qualquer lugar do planeta. 
 
      Nossa terra para muitos pragmáticos, é uma terra de bandidos e criminalidade extrema, porém a todos que tem este pensamento é necessário atentar-se, que cada um de nós somos indivíduos desta sociedade, e enquanto estivermos somente criticando tais fatos, sempre estaremos querendo ou não, incluídos neste meio. É preciso exaltar o que temos de melhor. E com toda a certeza, a cultura é o maior diferencial de nossa terra.

      No passado a música fronteiriça foi a grande influenciadora para a música sertaneja brasileira de raiz, através da polca e chamamé argentino, deu-se origem ao rasqueado, assim originando as primeiras canções sertanejas de nosso país. E por que isto só aconteceu no passado e hoje ao invés de exaltar toda nossa miscigenação cultural ainda procuramos falar de nossa terra sobre a ótica pejorativa da violência e criminalidade? 
 
      Diante dessas e outras questões um grupo ativo de menos de 10 pessoas, denominado como o Conselho Municipal de Cultura começou a fazer a diferença. 
 
      No último dia 18, sexta-feira, uma mobilização jamais vista em nossa cidade tomou conta da deteriorada praça Pedro Manvailler, para conhecer e compreender tudo o que nossa fronteira tem de melhor em sua área de arte e cultura. 
 
      Intitulado como Luau Cultural Sem Fronteiras o singelo, porém inovador evento, reuniu centenas de pessoas em um espaço esquecido e completamente deteriorado, mostrando que nossa sociedade está mais do que saturada com a ausência de eventos simples , mas voltados exclusivamente para a população fronteiriça. Pessoas de todas as idades, credos e classes sociais se uniram a representantes de diferentes segmentos da arte e cultura da fronteira e abraçaram literalmente a ideia de exaltarmos a cultura. Muitas das pessoas que estavam no local, principalmente os mais jovens, jamais tiveram a oportunidade de sentar em um banco de praça para assistirem, ou simplesmente ouvirem os movimentos culturais de sua cidade. Uma pessoa que não conhece a cultura do próprio local onde reside, é uma pessoa sem história, sem bases ideológicas e muito facilmente influenciada. A socialização é peça fundamental para criar-se um indivíduo melhor, e naquele dia o que realmente houve foi a socialização mutua e com respeito entre todas as pessoas, que puderam apreciar a arte moderna da fronteira. 
 
      Música, literatura, dança, capoeira, artesanato e teatro, em uma união jamais vista. A música ficou por conta do chamado segmento da Moderna Música da Fronteira, e contou com as bandas Tokomadera, Surfistas de Trem e X-Drive. Nas danças, o grupo de Street Dance da FUNCESPP, Academia Mexa-se e Escola de Dança Mappe. Na literatura, obras de nossa fronteira foram expostas, e a presença de membros da academia pontaporanense de letras, além da inovadora ideia da permuta de livros e revistas, onde pode-se trocar livros e revistas usados entre os participantes do evento. A capoeira foi representada pelo Grupo Gingart e o artesanato pelo grupo Amigos da Arte. A Oficina de Atores, levou a alegria para o publico em geral com imitações dos sombras, além de interagir com as bandas que se apresentaram. Uma noite mágica, de pura harmonia e alegria. 
 
     O evento além de levar a arte e cultura para a população, teve em seu contexto a necessidade de revitalização do espaço hoje abandonado, da praça Pedro Manvailler, que com a saída das lanchonetes ficará totalmente ocioso , correndo risco de ser ocupado por usuários de drogas e desabrigados.

      Um pequeno passo sim, para o que o Conselho Municipal de Cultura quer fomentar, mas um grande passo a esta nova fase de exaltação de nossa cultura. 
 
      Um agradecimento a todas as pessoas que apoiaram de forma pacifica o projeto e se fizeram presente ao local. Além de um agradecimento, especial ao Conselho Municipal de Cultura, FUNCESPP, Prefeitura Municipal e todos os representantes da arte e da cultura que gratuitamente levaram sua arte para a praça e para o povo. 
 
      Em breve teremos mais novidades neste mesmo sentido, aguardem !!!


João Caetano - Músico/Compositor,
Conselheiro municipal de cultura,
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

FESTIVAL AMÉRICA DO SUL ARTE e CULTURA no PANTANAL !!!


         

        A cidade de Corumbá, conhecida mundialmente como a capital do Pantanal, viveu dias intensos de arte e cultura em suas bonitas ruas históricas. Entre os dias de 26 a 30 de abril, foi realizado em Corumbá o maior evento cultural do estado. 
 
      O Festival América do Sul integra a cultura Sul-Americana nos palcos e praças da histórica cidade. Uma atmosfera totalmente voltada para arte e cultura paira nas margens do grande rio Paraguai. Em sua nona edição, o Festival que sempre conta com grandes artistas de toda a América do Sul, pode ter um pouco do novo som da fronteira. 
 
        Nossa banda, os Surfistas de Trem, que a menos de um ano iniciou o projeto de trabalhar a música autoral voltada ao cotidiano da fronteira e suas peculiaridades, teve o seu grande ápice em sua apresentação no festival. 
 
   O show denominado Moderna Música da Fronteira, empolgou os quase 40 mil expectadores que acompanhavam de perto o show no palco principal do evento, Palco da Américas. A banda apresentou canções próprias, fez homenagem a grandes e novos nomes da moderna música do MS e surpreendeu não somente o público, como também a critica, se consolidando de vez, como nova cara da música do MS. Com uma homenagem a população de Corumbá, um dos momentos mais marcantes do show, foi a execução do clássico de Geraldo Espíndola, Cuñatay Porã, que relaciona as cidades Ponta Porã e Corumbá, ligadas aos velhos trilhos da extinta linha férrea do estado. 
 
       A Fundação de Cultura do MS, por meio de sua assessoria de imprensa, fez a seguinte colocação a respeito do show: “Direto da região fronteiriça de Ponta Porã, a banda Surfistas de Trem subiu ao palco e mostrou um repertório com músicas autorais, mas que também apresentava ao público outras sonoridades em constante crescimento em Mato Grosso do Sul. Denominando seu estilo como uma fusão “Samba Reggae and Roll”, os Surfistas também tocaram músicas de bandas regionais como a conhecida Curimba, de Campo Grande. Ficou a cargo da banda mostrar para o público corumbaense os novos ritmos em crescimento no Estado. Os Surfistas de Trem saíram com a resposta positiva do público que dançou e agitou ao som de várias influências da banda sul-mato-grossense”.
 
       Diante do sucesso geral que foi nossa apresentação, gostaria apenas de agradecer aos amigos e fãs que acompanham e apoiam nossa luta. Queremos mostrar que nossa fronteira não vive somente de fatos violentos e negativos, mas sim, que existe gente de bem, música boa e boas referências em nossa querida Princesinha dos Hervais. 
 
      Um agradecimento especial aos coordenadores do FAS, Liége e Samir e aos amigos: Issa Jacob, Carlos Joaquim Motta, Fábio Kayatt, Gabriel Arce, Gabriel Lucas, Jean Carlo B. Caetano, Éder Rubens, Lenny Camila, Fernanda Darold e nossa equipe Tadeu Boch (tecnico de som) , Alexandre Parra (produção e guitarra), Vitor Gomes (teclados e trompete), George Parah (bateria), Cleyto Vieira (guitarra) e Renan Dorta (baixo), que passaram bons momentos e de muita cultura em Corumbá.



João Caetano - Músico/Compositor,
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Circuito Universitário com Hermanos Irmãos, uma aula da cultura do MS.


      Na última quinta-feira, 26/04/12, no campus da UFMS em Ponta Porã, aconteceu pelo segundo ano consecutivo, o Circuito Universitário Cultural, com a brilhante apresentação do trio Hermanos Irmãos, que levou o melhor da música regional e da moderna música do MS para o público da cidade de Ponta Porã.
      O trio Hermanos Irmãos que é composto por Márcio de Camillo, Jerry Espíndola e Rodrigo Teixeira, apresentou os clássicos da música regional, além de fazer o regaste de uma das duplas mais emblemáticas da região de fronteira, e do MS, Beth e Bethinha, as princesas da fronteira. Com mais de 50 anos de carreira, a dupla foi convidada mais do que especial, e apresentaram canções que fazem parte da história musical da fronteira, como Paloma Blanca e Recuerdos de Ypacaray.
      O show foi aberto com sábias palavras do Diretor da Unidade da UFMS em Ponta Porã, Professor Amauri Jr, que ressaltou a importância da comunidade acadêmica em conhecer e respeitar a história e cultura do nosso estado. Uma colocação fundamental de quem tem o esclarecimento e é apoiador da cultura.
      Não poderia deixar de fazer tal ressalva, a respeito da colocação do Professor Amauri, depois de um pequeno desentendimento vivido a um ano atrás, quando os Hermanos Irmãos vieram na primeira apresentação no campus da UFMS em Ponta Porã. Na época, em julho de 2011, fui duramente criticado não somente pelo professor como também pelos acadêmicos, após escrever um artigo que fazia referência ao descaso com que o show foi tratado. Porém depois de debatermos como pessoas esclarecidas, pudemos perceber que ambas as partes tinham suas parcelas de erros. Por minha parte a generalização dos acadêmicos, e por parte da organização pela falta de divulgação.
      Quase um ano após tais fatos, só tenho que parabenizar não somente o professor Amauri Jr, que é um apoiador da cultura, como também de todos os que prestigiaram o magnífico show. Com uma ótima estrutura e interação total do público, o show foi um sucesso. E só tenho a agradecer a brilhante iniciativa da UFMS, e do apoio do campus em Ponta Porã. Como fomentador de cultura em nossa cidade, digo que eventos como este fortalecem e fazem cada vez mais, cidadãos melhores e mais esclarecidos.
      Isso mostra não somente a força que o debate, e as opiniões relevantes tem para a melhoria de todas as vertentes sociais. Na terça -feira, 24/04, em entrevista ao meu amigo Tião Prado, da Rádio Cerro Corá FM – 91,5 – fui questionado pelo mesmo, se esta coluna não me trazia muitas desavenças pelos diversos assuntos polêmicos que abordo. E minha resposta se fortalece ainda mais depois do show . Não abordo temas polêmicos para simplesmente ser polêmico, se estes são abordados, é por que acredito que são estes temas os quais temos que debater. Sendo que este espaço é um local de debates, então abro o tema para que os leitores participem, opinem, critiquem ou elogiem, ou seja, para que emitam suas opiniões. Pois aquilo que supostamente não tem polêmica, é por que está tudo certo. Então acredito que não devemos fugir dos assuntos polêmicos e sim tratá-los de debatermos, pois somente assim poderemos melhorar, ou modificar as questões que são de interesse de todos. Sendo assim, posso citar o ocorrido com a UFMS, como uma vitória para ambos os lados, pois além de ganhar um companheiro no apoio cultura, o evento foi mais do que um sucesso, foi uma aula magma.
      Indo um pouco mais longe, na primeira apresentação dos Hermanos Irmãos, tínhamos gravado nossas primeiras duas canções, e com a cabeça cheia de ideias, fui após o show trocar uma ideia com meus ídolos. Presenteei-os com um CD ao qual continha apenas duas músicas , dos Surfistas de Trem, e depois disso pude ter a certeza que era este caminho o qual deveríamos seguir. Em menos de um ano, não só conseguimos grandes conquistas com nosso trabalho autoral, mas também o reconhecimento de músicos que até então tinha meramente como ídolos. Neste tempo, abrimos o show do Rodrigo Teixeira na Concha Acústica em Campo Grande, e também o show acústico de Jerry Espíndola em Ponta Porã, que para nossa felicidade nos dedicou um clássico da polca-rock, Colisão. Ou seja, de fã, viramos amigos, e não por influência de um ou de outro, mais pelo trabalho reconhecido por grandes nomes da música moderna do MS.
       Agradeço a todos, pelo apoio incessante que temos recebido, neste momento estamos a caminho do Festival América do Sul, palco de grandes nomes da música do MS, do Brasil e toda América do Sul. Certos de que não é em vão a nossa luta pela massificação da cultura em nossa cidade. Muito obrigado a todos !!!


João Caetano - Músico/Compositor,
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terça-feira, 17 de abril de 2012

A reestruturação do Conselho Municipal de Cultura em Ponta Porã. Vida inteligente além do tereré!




      Na última quinta-feira (12/04), na Casa dos Conselhos em Ponta Porã, ocorreu a reunião para tratar da reestruturação do Conselho Municipal de Cultura. 
 
      O Conselho Municipal de Cultura, atualmente presidido pelo ator, Augusto Palermo, tem como objetivo principal nesta reestruturação evidenciar a cultura fronteiriça, em seus mais diferenciados segmentos, sejam eles, a música, o artesanato, o teatro, a dança, a literatura, as artes plásticas entre outros segmentos culturais. 
 
      A reestruturação acontece em um momento especial, aonde principalmente a música tem impulsionado a cultura da fronteira para o todo o estado de MS. O crescimento de bandas como Retorno Comum e os Surfistas de Trem, fizeram com que a Fundação de Cultura do MS, se voltasse para nossa cidade com bons olhos, dando oportunidades únicas para a Moderna Música da Fronteira. Em um ano, foram participações no Som da Concha, Kit de Difusão e mais recentemente no maior festival cultural do estado, o Festival América do Sul, ao qual a fronteira será representada pela banda, Surfistas de Trem, e acontecerá no próximo dia 29 de abril na cidade de Corumbá. 
 
      Este crescimento também deu-se devido ao bom relacionamentos que os músicos tem com a FUNCESPP, e seus gestores seja na pessoa de seu Diretor-Presidente, Sr. Adir Teixeira, ou de seu Diretor de Cultura, Eder Rubens, que sempre estão dispostos a fomentar e desenvolver projetos relevantes para a cultura de Ponta Porã. Através de projetos como o Som da Fronteira, que ano passado fora contemplado com o FIC (Fundo de Investimento a Cultura), a música pode ter um espaço, e uma estrutura digna para que pudesse mostrar realmente seu valor. 
 
     Neste importante momento para a cultura fronteiriça, o Conselho Municipal de Cultura, começa a se fortalecer com a união de todos os segmentos culturais, e preparam um evento para que a população fronteiriça tome conhecimento da importância dessa nova etapa na arte e cultura de Ponta Porã, provando que a fronteira tem muito mais a oferecer do que o bom e velho tereré. Em breve mais informações sobre o evento cultural !!!


João Caetano, músico/compositor
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