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Zen surf de trem é um blog/coluna, que aborda de maneira jovial e sem compromisso, a realidade de um lugar diferente, os pensamentos de um sonhador e as informações de uma banda que luta em busca divulgar o seu som e sua ideologia . Um blog onde o debate é a palavra de ordem, do social a ufologia, sempre respeitando a opinião do próximo. Publicado em diversos jornais e sites do Mato Grosso do Sul.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Descriminalização e a Descriminação.


           Não é de hoje que o problema com as drogas é um caso de debate mundial. Com um aumento de consumo que cresce a cada geração, as drogas são vistas como um grande mal para a humanidade. Não só pela dependência física e psíquica que causa, mas também por estar diretamente associada a atos de criminalidade (tráfico, assassinatos, roubos). A grande questão é, como acabar com as drogas?
Historicamente não há indícios de como as drogas se inseriram na sociedade. Álcool, tabaco, maconha, cafeína, alcalóides e estimulantes, sejam eles dos mais variados e inusitados tipos, se confundem com a própria evolução humana. Convivemos com isso, é fato. Porém o ser humano é hipócrita.E não entende nem mesmo quando existe uma relação cultural de alguns povos tem com o consumo dessas substâncias.
 Os índios, que habitavam e ainda habitam as Américas, por exemplo, sempre utilizaram em seus rituais, principalmente em rituais religiosos, o uso de ervas alucinógenas (as quais consideram sagradas) para entrar em contato com o seu ser superior, assim como também fazem os “rastafaris” – comunidade religiosa jamaicana – que tem a “Kaya” (como chamam a maconha) como principal elo de ligação entre o ser humano e o ser divino. Todos sabemos que isso é ilegal e extremamente danoso á saúde. Mas o que faríamos nesses casos, aonde a lei diverge com a própria cultura do povo? Espancar um velho índio dentro da prisão? Ou talvez, criar um “apartheid” para a “tribo fumacê jamaicana”? Isto seria puramente descriminação. A questão não é tão simples assim, cada situação diverge da outra, e a conscientização pautada na realidade nua e cura dos fatos, é a primeira boa atitude em relação às drogas.
Não existe fantasia no sombrio e caótico mundo das drogas. Droga é droga! De uma maneira ou de outra todas fazem mal, viciam (independente do tipo de vicio) e são ilícitas.- Ou não? -Nem todas são ilícitas!- Por exemplo, a cada esquina há uma loja, chamada drogaria, aonde vendem drogas extremamente mais fortes do que as ervas das pajelanças amazônicas. Mas por quê isso ocorre? As razões são simples. A venda dessas “drogas” é (ou deveriam ser), controlada pelo estado, e ainda, movimentam cifras bilionárias, para as industrias farmacêuticas e para o próprio sistema, através de tributos. É muito mais simples, a legalização com algumas restrições, e o esclarecimento ao usuário, de que aquilo é uma droga, seus perigos e seus danos e ainda gerar receita em cima da venda, do que discriminar e/ou ainda pior reprimir o seu uso.
Já está mais do que provado que a repreensão não é o caminho, pois se fosse, ao menos melhoraria os números e as estáticas relacionadas ao caso. Nesse mundo globalizado em que vivemos, alguns dos maiores intelectuais do Brasil e do mundo, acredita na “descriminalização” de algumas drogas leves, como a maconha, como solução a ser defendida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, único brasileiro a figurar na seleta lista dos maiores intelectuais do planeta, defende a “descriminalização”.Para o ex-presidente, o estudo da descriminalização deve ser acompanhado de outras medidas:

“Se você fizesse a descriminalização da maconha, do uso, isoladamente também não vai servir. É preciso que haja, ao mesmo tempo, todo um conjunto de políticas de prevenção, de mostrar que é preciso diminuir o uso, uma ação preventiva. Ou vem simultaneamente uma ação preventiva ou simplesmente a descriminalização vai aumentar o uso, e ele é danoso. Nós não estamos dizendo que ele não é danoso, não. Faz dano”.

Nessas últimas semanas, surgiu uma “boa vontade espontânea” de algumas pessoas em relação á questão da terrível da “Cracolândia” em Ponta Porã. O fato é que, para debater uma questão complicada como essa, é necessário, ter pessoas de gabarito, com idéias novas e mente aberta. É preciso de gente esclarecida, gente sem preconceitos e acima de tudo sem DISCRIMINAÇÃO. Enquanto acharem que fumar maconha é o mesmo que fumar crack, nada vai mudar. Que fique claro, que não estou fazendo qualquer tipo apologia. Defendo sim, o esclarecimento das questões. É muito bonito fazer lobby com o problema alheio, dá ibope, votos, etc. Mas como eu disse, não resolve a questão.

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